alquimistas.JPGEmbora para cada estudo a pergunta de partida possa determinar o mais forte pendor para um dos tipos de métodos, encorajar-se-á a triangulação de dados e fontes, de teorias, de métodos, de resultados e de investigadores para uma reflexão cruzada e frutuosa sobre as diversificadas questões suscitadas por um mesmo grande tema ou problema. Grande tema ou problema estudado por equipas diversas com graus de maturidade investigadora e experiências de vida bem diferentes. Aos responsáveis de cada Lnha de Investigação caberá a tarefa articuladora e meta-reflexiva.

Não se pretende a validação cruzada de resultados, mas considera-se a triangulação interessante para uma validação cumulativa e também, citando ainda Duarte (2009) como "forma de integrar diferentes perspectivas sobre o fenómeno em estudo (complementaridade) (Kelle, 2001; Kelle e Erzberger, 2005; Flick, 2005a), como forma de descoberta de paradoxos e contradições (Kelle e Erzberger, 2005), ou como forma de desenvolvimento, no sentido de utilizar sequencialmente os métodos para que o recurso ao método inicial informe a utilização do segundo método (Greene et al., 1989). Paul (1996) e Jick (1984, in Cox e Hassard, 2005) são dois dos autores que referem que a “triangulação” não se cinge unicamente à seriedade e à validade, mas permite um retrato mais completo e holístico do fenómeno em estudo. A este propósito, Kelle (2001) salienta que, tendo em consideração a noção de complementaridade de métodos, quer a convergência quer a divergência de resultados são inúteis: para este autor, o que se pretende não é corroborar ou infirmar resultados com o recurso a diferentes métodos – o que indica que os diferentes métodos usados se referem ao mesmo aspecto do fenómeno investigado – mas, antes, produzir um retrato do fenómeno em estudo que seja mais completo do que o alcançado por um único método."

Ventura, T. 2011

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